O Governo deu luz verde ao aumento do salário mínimo nacional para 920 euros em 2026, uma decisão apresentada como resposta à pressão do custo de vida e à estagnação do poder de compra. O valor representa mais um passo na trajetória de aumentos graduais dos últimos anos, mas reacende um debate antigo: quem realmente ganha com essa subida.
Nos bastidores, sindicatos apontam o aumento como insuficiente face à inflação acumulada e ao preço da habitação, enquanto associações empresariais alertam para o impacto nos pequenos negócios, especialmente nos setores mais dependentes de mão de obra pouco qualificada. O Executivo garante que a medida foi negociada em concertação social e acompanhada de mecanismos de apoio às empresas, embora muitos desses detalhes ainda não estejam totalmente clarificados.
Economistas ouvidos reservadamente admitem que o aumento pode ter efeitos positivos no consumo interno, mas questionam se será suficiente para reduzir desigualdades ou travar a emigração de trabalhadores jovens. A decisão chega num contexto político sensível, em que o Governo tenta equilibrar promessas sociais com contas públicas sob escrutínio europeu.
Com o salário mínimo a aproximar-se dos 1.000 euros, a questão que fica no ar é simples: este valor vai realmente mudar a vida de quem vive do mínimo ou é apenas mais um número que não acompanha a realidade do país?